RIR, como se fosse eterna a primavera...
... como se eu pudesse adormecer
entre flores
RIR, como se eu não te amasse...
... como se não houvesse adeus
e eu fosse livre
qual na planície uma rajada de vento...
RIR, embriagada pelo amor
até me tornar uma nuvem branca
solta no espaço contra o azul do céu
... como se o rugido da tempestade
me perseguisse
sem me alcançar
RIR, como se o clamor pela paz fosse ouvido...
... como se a vida fosse um poema
RIR, louca, desvairadamente,
e viver num riso interminável
... como se Poesia não fosse dor...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
DESPEDIDA
Bem me lembro do dia em que partiste:
tudo em volta morreu. Se dissipou.
Essa dor que senti (que tu não viste)
foi tão grande que quase me matou...
Outro sonho mais belo não existe
do que aquele que o coração sonhou
e depois de uma despedida triste
é que a gente percebe o quanto amou...
Minha vida torou-se um labirinto:
ora finjo alegria - que não sinto -
ora aceno num gesto de desdém!
Já tirei teu retrato da parede
mas a fim de matar a minha sede
faço versos de amor... para ninguém!
tudo em volta morreu. Se dissipou.
Essa dor que senti (que tu não viste)
foi tão grande que quase me matou...
Outro sonho mais belo não existe
do que aquele que o coração sonhou
e depois de uma despedida triste
é que a gente percebe o quanto amou...
Minha vida torou-se um labirinto:
ora finjo alegria - que não sinto -
ora aceno num gesto de desdém!
Já tirei teu retrato da parede
mas a fim de matar a minha sede
faço versos de amor... para ninguém!
DESPEDIDA
Lembro bem daquele dia em que partiste:
tudo em bolta escureceu. Se dissipou.
Essa dor, que me invadiu (mas tu não viste)
foi tão grande que ela quase me matou...
Outro sonho mais bonito não existe
do que aquele que o meu coração sonhou.
Só depois da despedida muito triste
é que enfim a gente sabe o quanto amou...
Minha vida se tornou um labirinto:
ora finjo uma alegria - que não sinto -
ora aceno com um gesto de desdém!
Já tirei o teu retrato da parede
mas agora, saciando a minha sede,
faço versos desse amor... para ninguém!
não
tudo em bolta escureceu. Se dissipou.
Essa dor, que me invadiu (mas tu não viste)
foi tão grande que ela quase me matou...
Outro sonho mais bonito não existe
do que aquele que o meu coração sonhou.
Só depois da despedida muito triste
é que enfim a gente sabe o quanto amou...
Minha vida se tornou um labirinto:
ora finjo uma alegria - que não sinto -
ora aceno com um gesto de desdém!
Já tirei o teu retrato da parede
mas agora, saciando a minha sede,
faço versos desse amor... para ninguém!
não
QUEREM VER...
Querem ver o teu rosto
mas não tens rosto...
querem saber quem tu és
mas nem eu sei...
Só sei que estás longe demais
para que eu te alcance
e és belo demais
para existir!
mas não tens rosto...
querem saber quem tu és
mas nem eu sei...
Só sei que estás longe demais
para que eu te alcance
e és belo demais
para existir!
L I V R E
Julguei que eu fosse livre:
livre como uma nuvem é livre
como uma borboleta é livre
como é livre o vento...
Julguei-me bela:
bela como uma flor é bela
como o crepúsculo é belo
e como é belo o luar...
Pensei ter encontrado o amor:
aquele amor que é sempre amor
que é ternura e afago
aquele que não existe...
(De repente quero ficar só:
preciso chorar um pouquinho...)
livre como uma nuvem é livre
como uma borboleta é livre
como é livre o vento...
Julguei-me bela:
bela como uma flor é bela
como o crepúsculo é belo
e como é belo o luar...
Pensei ter encontrado o amor:
aquele amor que é sempre amor
que é ternura e afago
aquele que não existe...
(De repente quero ficar só:
preciso chorar um pouquinho...)
O POETA
Não pôde ser ouvido
o meu grito silencioso
e ninguém percebeu
o meu pranto mudo
até que chegou um poeta
que sabia de tudo...
o meu grito silencioso
e ninguém percebeu
o meu pranto mudo
até que chegou um poeta
que sabia de tudo...
NÃO TE QUERO
Não te quero apenas beleza:
quero-te gestos...
... e olhar
Não te quero apenas presença:
quero-te boca...
... e mãos
Não te quero sonho:
anseio-te corpo...
Não te quero voz:
quero sentir-te música...
Nem sempre me basta um sorriso:
às vezes te quero lágrimas...
Não quero ouvir os teus passos:
quero-te asas...
Não te busco só palavra:
quero-te longos silêncios...
Não te espero violência:
quero-te adormecido
em meus braços...
Não te quero apenas amor:
quero-te vida...
... e morte!
quero-te gestos...
... e olhar
Não te quero apenas presença:
quero-te boca...
... e mãos
Não te quero sonho:
anseio-te corpo...
Não te quero voz:
quero sentir-te música...
Nem sempre me basta um sorriso:
às vezes te quero lágrimas...
Não quero ouvir os teus passos:
quero-te asas...
Não te busco só palavra:
quero-te longos silêncios...
Não te espero violência:
quero-te adormecido
em meus braços...
Não te quero apenas amor:
quero-te vida...
... e morte!
NEM SABEM...
Fizeram-me perguntas
mas nunca respondi
Mostraram-me o amor
e tudo eu aprendi
Quis tornar-me insensível
porém não consegui
Deram-me todos os avisos
mas eu não ouvi
Tentaram ensinar-me a viver:
nem sabem que já vivi...
mas nunca respondi
Mostraram-me o amor
e tudo eu aprendi
Quis tornar-me insensível
porém não consegui
Deram-me todos os avisos
mas eu não ouvi
Tentaram ensinar-me a viver:
nem sabem que já vivi...
SER SÍLABA
Não me ouvirás queixume nem lamento
(só o frio da manhã me reanima...)
e mesmo estando triste de momento,
não me ouvirás chorar, pois choro em rima.
Não me verás a dor, pois mostro apenas
a mão que apara os golpes mais adversos.
Um lânguido sorriso esconde as penas:
não me verás chorar, pois choro em versos.
Ser frágil como pétala intocada
e ainda assim ser símbolo da paz;
ser luz... ser sombra... e se não for mais nada,
ser sílaba, que em versos se desfaz...
(só o frio da manhã me reanima...)
e mesmo estando triste de momento,
não me ouvirás chorar, pois choro em rima.
Não me verás a dor, pois mostro apenas
a mão que apara os golpes mais adversos.
Um lânguido sorriso esconde as penas:
não me verás chorar, pois choro em versos.
Ser frágil como pétala intocada
e ainda assim ser símbolo da paz;
ser luz... ser sombra... e se não for mais nada,
ser sílaba, que em versos se desfaz...
APENAS
Já nada resta do nosso amor:
nossos beijos esfriaram
os abraços abraçam o vazio
Tuas mãos longe das minhas
tateiam o nada
O calor se transformou em gelo
e nada makis existe em nossos olhos
(talvez uma lágrima)
Não guardo mágoas:
quero esquecer o teu sorriso
e o som dos teus passos
no caminho
No meu baú de lembranças
guardarei apenas
tua última carta de amor...
nossos beijos esfriaram
os abraços abraçam o vazio
Tuas mãos longe das minhas
tateiam o nada
O calor se transformou em gelo
e nada makis existe em nossos olhos
(talvez uma lágrima)
Não guardo mágoas:
quero esquecer o teu sorriso
e o som dos teus passos
no caminho
No meu baú de lembranças
guardarei apenas
tua última carta de amor...
CONVITE PARA O CAFÉ
Observo a mesa posta. Com cuidado
coloco cada coisa em seu lugar:
a xícara mais bela deste lado
e logo poderemos nos sentar.
O pão quentinho (o aroma paira no ar...)
o guardanapo limpo, bem dobrado.
Colho um botão de rosa; meu olhar
se alegra ao ver chegar o convidado.
Esta manhã de inverno, um pouco fria,
parece que aumentou minha alegria
e me aqueceu enquanto eu esperei.
O filho chega - alegre e desatento -
(não vê que eu esperava este momento)
e apenas diz:"Café? Eu já tomei..."
coloco cada coisa em seu lugar:
a xícara mais bela deste lado
e logo poderemos nos sentar.
O pão quentinho (o aroma paira no ar...)
o guardanapo limpo, bem dobrado.
Colho um botão de rosa; meu olhar
se alegra ao ver chegar o convidado.
Esta manhã de inverno, um pouco fria,
parece que aumentou minha alegria
e me aqueceu enquanto eu esperei.
O filho chega - alegre e desatento -
(não vê que eu esperava este momento)
e apenas diz:"Café? Eu já tomei..."
E HOJE?
Que carinhos me dariam hoje
as tuas mãos?
Que palavras cairiam hoje
dos teus lábios?
Que sabor teriam hoje
nossos beijos?
as tuas mãos?
Que palavras cairiam hoje
dos teus lábios?
Que sabor teriam hoje
nossos beijos?
A CANÇÃO DA FLORESTA
Hoje teu nome é FLORESTA
o que serás amanhã?
Hoje me encantam as flores
amanhã talvez não haja primavera
Hoje há milagres nas árvores
amanhã restarão alguns troncos
Hoje o vento é um amigo
amanhã ele ajudará a destruir
Hoje eu te amo verde
amanhã respiraremos cinzas
Hoje teu nome é FLORESTA
amanhã choraremos num deserto...
o que serás amanhã?
Hoje me encantam as flores
amanhã talvez não haja primavera
Hoje há milagres nas árvores
amanhã restarão alguns troncos
Hoje o vento é um amigo
amanhã ele ajudará a destruir
Hoje eu te amo verde
amanhã respiraremos cinzas
Hoje teu nome é FLORESTA
amanhã choraremos num deserto...
INVENTO
Foi tanto amor (uns dizem que é tolice...)
e o que fazer com tanto sentimento?
Penso em você, num gesto de meiguice,
nas coisas mágicas, que sempre invento.
Que bom seria se você me ouvisse,
se eu fosse dona do seu pensamento.
Julgo ouvir frases que você nem disse,
sinto carícias no soprar do vento...
O tempo passa e vão passando os anos:
ao embalar meus sonhos levianos,
o antigo amor, eu penso que ´inda cresce.
Talvez um dia você traga rosas;
na espera, invento frases carinhosas
que eu gostaria que você dissesse...
e o que fazer com tanto sentimento?
Penso em você, num gesto de meiguice,
nas coisas mágicas, que sempre invento.
Que bom seria se você me ouvisse,
se eu fosse dona do seu pensamento.
Julgo ouvir frases que você nem disse,
sinto carícias no soprar do vento...
O tempo passa e vão passando os anos:
ao embalar meus sonhos levianos,
o antigo amor, eu penso que ´inda cresce.
Talvez um dia você traga rosas;
na espera, invento frases carinhosas
que eu gostaria que você dissesse...
LEVAR-TE-EI
Levar-te-ei pela mão
e em meio ao roseiral
os gestos hão de dizer
mais do que as palavras.
Folhas secas
rolam aos nossos pés
e o riacho murmura perto
mas estou cega e surda
e não atravessarei a ponte...
e em meio ao roseiral
os gestos hão de dizer
mais do que as palavras.
Folhas secas
rolam aos nossos pés
e o riacho murmura perto
mas estou cega e surda
e não atravessarei a ponte...
EU TINHA UMA MENINA
Eu tinha uma menina...
era o sol
a beleza
era flor e luar
música e silêncio...
Eu tinha uma menina
que era a vida
em toda a sua pureza
e esplendor!
Um dia veio um príncipe...
... e a levou.
era o sol
a beleza
era flor e luar
música e silêncio...
Eu tinha uma menina
que era a vida
em toda a sua pureza
e esplendor!
Um dia veio um príncipe...
... e a levou.
O TEU ROSTO
Belo é o teu rosto no sol
- e belo na sombra
o teu rosto sério.
Doce é o teu rosto
- doce como a música
- doce o teu sorriso.
Triste é o teu rosto
- como as notas de um violino
o teu rosto cansado.
É como um milagre
o teu rosto
- entre minhas mãos.
- e belo na sombra
o teu rosto sério.
Doce é o teu rosto
- doce como a música
- doce o teu sorriso.
Triste é o teu rosto
- como as notas de um violino
o teu rosto cansado.
É como um milagre
o teu rosto
- entre minhas mãos.
A N T E S
Antes era o teu rosto a minha vida,
o bem mais precioso que existia:
rosto, que eu contemplava embevecida.
Antes as tuas mãos, mãos de veludo,
mãos carinhosas, cheias de alegria,
gestos sutís, que prometiam tudo!
Antes bastava apenas um sorriso
e eu via o céu se abrir sobre nós dois.
Vivendo deste amor, me realizo!
Antes eram teus olhos irreais!
Deram-me amor e sonhos; mas depois
foram embora... e não me olharam mais...
o bem mais precioso que existia:
rosto, que eu contemplava embevecida.
Antes as tuas mãos, mãos de veludo,
mãos carinhosas, cheias de alegria,
gestos sutís, que prometiam tudo!
Antes bastava apenas um sorriso
e eu via o céu se abrir sobre nós dois.
Vivendo deste amor, me realizo!
Antes eram teus olhos irreais!
Deram-me amor e sonhos; mas depois
foram embora... e não me olharam mais...
ANDRÉ RIEU
Pousa em mim os teus olhos azuis
e deixa-me sonhar
com tua música inebriante
Como faríamos amor
se eu fosse
um violino em tuas mão...
e deixa-me sonhar
com tua música inebriante
Como faríamos amor
se eu fosse
um violino em tuas mão...
DEIXA ...
Envelheci... mas gosto de brinquedos
e guardo uma caixinha musical;
ainda que pareça criancice,
deixa que eu brinque: é Noite de Natal!
Do mágico silêncio que se instala
eleva-se uma voy celestial
e a minha voz ensaia melodias;
deixa que eu cante: é Noite de Natal!
E sonho estrelas! Sonho com Reis Magos,
sinos tangendo, luzes sem igual!
Velas vermelhas, lâmpadas douradas!
Deixa que eu sonhe: é Noite de Natal!
E brinco... e canto... e sonho... e me extasio!
Tudo é beleza - quase que irreal -.
Palpita em mim uma ânsia de viver!
Deixa que eu viva ainda este Natal!
Mas faltam-me os amigos que se foram
e o grande amor já teve o seu final.
Antes que se dissipe esta magia,
deixa que eu chore: é Noite de Natal!
e guardo uma caixinha musical;
ainda que pareça criancice,
deixa que eu brinque: é Noite de Natal!
Do mágico silêncio que se instala
eleva-se uma voy celestial
e a minha voz ensaia melodias;
deixa que eu cante: é Noite de Natal!
E sonho estrelas! Sonho com Reis Magos,
sinos tangendo, luzes sem igual!
Velas vermelhas, lâmpadas douradas!
Deixa que eu sonhe: é Noite de Natal!
E brinco... e canto... e sonho... e me extasio!
Tudo é beleza - quase que irreal -.
Palpita em mim uma ânsia de viver!
Deixa que eu viva ainda este Natal!
Mas faltam-me os amigos que se foram
e o grande amor já teve o seu final.
Antes que se dissipe esta magia,
deixa que eu chore: é Noite de Natal!
QUANDO CHEGARES
Não me fales de morte e de tristeza:
fala-me de amor!
Não me fales de sonhos sem sentido:
fala-me de amor!
Não me fales de adeuses nem de prantos:
fala-me de amor!
Dentre as coisas mais belas e impossíveis
fala só de amor!
fala-me de amor!
Não me fales de sonhos sem sentido:
fala-me de amor!
Não me fales de adeuses nem de prantos:
fala-me de amor!
Dentre as coisas mais belas e impossíveis
fala só de amor!
FÁCIL
Foi fácil te esquecer (assim me iludo)
- já fui feliz quanto se pode ser!
Se encontro um novo amor, esqueço tudo:
... foi fácil te esquecer ...
Foi fácil sepultar nossas lembranças:
dar-te um sorriso falso, e te dizer
que foi uma bobagem de crianças
... tão fácil te esquecer ...
Mais fácil foi rasgar fotografias
(com elas, o meu sonho destruí).
Às vezes te recordo em noites frias
mas quase te esqueci ...
Nas minhas longas horas sem carinho,
anseio pelo amor que não vivi!
Ao ver-me só, sabendo-te sozinho,
... ´inda choro por ti ...
- já fui feliz quanto se pode ser!
Se encontro um novo amor, esqueço tudo:
... foi fácil te esquecer ...
Foi fácil sepultar nossas lembranças:
dar-te um sorriso falso, e te dizer
que foi uma bobagem de crianças
... tão fácil te esquecer ...
Mais fácil foi rasgar fotografias
(com elas, o meu sonho destruí).
Às vezes te recordo em noites frias
mas quase te esqueci ...
Nas minhas longas horas sem carinho,
anseio pelo amor que não vivi!
Ao ver-me só, sabendo-te sozinho,
... ´inda choro por ti ...
E S P E R A
O sol me acorda pela vidraça
e abro as janelas de par em par;
devagarinho o meu tempo passa
a te esperar!
Mas hoje a chuva o olhar me embaça
e o meu relógio vai devagar.
Enquantlo chove, meu tempo passa
a te esperar!
e abro as janelas de par em par;
devagarinho o meu tempo passa
a te esperar!
Mas hoje a chuva o olhar me embaça
e o meu relógio vai devagar.
Enquantlo chove, meu tempo passa
a te esperar!
EU TE FAÇO POESIA
Hoje eu te faço poema
amanhã te farei pássaro
hoje eu te sonho presença
amanhã me serás saudade
hoje eu te vejo nuvem
amanhã te perderás em azul
hoje teu corpo é música
amanhã restará um grito
hoje eu busco os teus olhos
amanhã afogar-me-ão as lágrimas
hoje eu te faço poema
amanhã seremos lápides...
amanhã te farei pássaro
hoje eu te sonho presença
amanhã me serás saudade
hoje eu te vejo nuvem
amanhã te perderás em azul
hoje teu corpo é música
amanhã restará um grito
hoje eu busco os teus olhos
amanhã afogar-me-ão as lágrimas
hoje eu te faço poema
amanhã seremos lápides...
GOSTOSAMENTE
Gostosamente
a cama acalheu meu corpo
e na maciez do travesseiro
minha cabeça poetou
enchendo a noite de versos!
a cama acalheu meu corpo
e na maciez do travesseiro
minha cabeça poetou
enchendo a noite de versos!
MOSTRA-ME
Mostra-me o desenho das nuvens
em noite de luar:
poderei sonhar um pouco
Fala-me do trinado do pássaro
ao cantar o amor na primavera:
assim me sentirei amada
Basta apenas um sussurro
dos teus lábios
(com o sussurro das ondas
sobre a areia)
e terás dito tudo
em noite de luar:
poderei sonhar um pouco
Fala-me do trinado do pássaro
ao cantar o amor na primavera:
assim me sentirei amada
Basta apenas um sussurro
dos teus lábios
(com o sussurro das ondas
sobre a areia)
e terás dito tudo
QUIS FAZER UM POEMA
Quis fazer um poema...
e escrevi "amor"
Quis fazer um poema...
e escrevi "ausência"
Quis fazer um poema...
e escrevi "distância"
Quis fazer um poema...
e só escrevi "silêncio"
e escrevi "amor"
Quis fazer um poema...
e escrevi "ausência"
Quis fazer um poema...
e escrevi "distância"
Quis fazer um poema...
e só escrevi "silêncio"
FIZ UM POEMA
Fiz um poema
para os teus ouvidos
fiz um poema
para o teu coraçao
mas quando vi teus olhos vazios,
o poema morreu em mim...
para os teus ouvidos
fiz um poema
para o teu coraçao
mas quando vi teus olhos vazios,
o poema morreu em mim...
A CRIANÇA DO NATAL
Há tempos, quando eu era uma criança,
queria ser de tudo no Natal:
queria ser Maria, casta e mansa!
Queria ser o sino da esperança
no alto da torre, o som celestial!
Ou ter dos três Reis Magos a pujança,
fazer da estrebaria meu fanal.
O tempo sepultou meus sonhos vagos:
não quero mais ser astro nem ser sino
por sobre a monjedoura do Menino;
não quero mais todo o ouro dos Reis Magos
nem quero ser maria, casta e mansa:
queria ser apenas a criança...
queria ser de tudo no Natal:
queria ser Maria, casta e mansa!
Queria ser o sino da esperança
no alto da torre, o som celestial!
Ou ter dos três Reis Magos a pujança,
fazer da estrebaria meu fanal.
O tempo sepultou meus sonhos vagos:
não quero mais ser astro nem ser sino
por sobre a monjedoura do Menino;
não quero mais todo o ouro dos Reis Magos
nem quero ser maria, casta e mansa:
queria ser apenas a criança...
AMOR IMPOSSÍVEL
Quero ser o palco em que pisas
teu primeiro e teu último pensamento
a luz que te ilumina o olhar
Quero ser o violino
junto ao teu rosto
e o arco em tuas mãos
Quero ser tudo em tua vida
mesmo sem ser nada...
teu primeiro e teu último pensamento
a luz que te ilumina o olhar
Quero ser o violino
junto ao teu rosto
e o arco em tuas mãos
Quero ser tudo em tua vida
mesmo sem ser nada...
E SE EU TE PRENDESSE?
... E se eu te prendesse?
Eu vendaria teus ouvidos
selaria tua boca
aprisionaria tuas mãos
e imobilizaria teus pés...
... e depois,
no silêncio
e na tua imobilidade
restariam os teus olhos...
e seriam apenas olhos...
inteiramente olhos...
completamente olhos...
para mim...
Eu vendaria teus ouvidos
selaria tua boca
aprisionaria tuas mãos
e imobilizaria teus pés...
... e depois,
no silêncio
e na tua imobilidade
restariam os teus olhos...
e seriam apenas olhos...
inteiramente olhos...
completamente olhos...
para mim...
T U D O
Tudo fala de amor:
a magia da noite
a quietude da madrugada
o vento no bambuzal
as pétalas caindo com a brisa!
Tudo me fala de amor:
menos você...
a magia da noite
a quietude da madrugada
o vento no bambuzal
as pétalas caindo com a brisa!
Tudo me fala de amor:
menos você...
TEU BRAÇO
Quando o calor do teu braço
aquece meus ombros,
sorrio!
Tão pouco basta para ser feliz!
Quando sinto - sobre meus ombros -
o peso do teu braço,
vivo!
Tão pouco basta para a vida!
aquece meus ombros,
sorrio!
Tão pouco basta para ser feliz!
Quando sinto - sobre meus ombros -
o peso do teu braço,
vivo!
Tão pouco basta para a vida!
EM TODOS OS ROSTOS
Em todos os rostos
vejo o teu rosto
os sorrisos de todos
são o teu sorriso
só nunca é teu o beijo
que me roça os lábios
e a mão que me afaga
não é a tua mão...
vejo o teu rosto
os sorrisos de todos
são o teu sorriso
só nunca é teu o beijo
que me roça os lábios
e a mão que me afaga
não é a tua mão...
CAIU A MÁSCARA
Caiu a máscara
mas a vida continua
com seus dias
e suas noites
e o vazio ao meu lado
Continuar a sorrir
e a brincar;
continuar a viver
sem derramar nenhuma lágrima...
... e fingir que não dói!
mas a vida continua
com seus dias
e suas noites
e o vazio ao meu lado
Continuar a sorrir
e a brincar;
continuar a viver
sem derramar nenhuma lágrima...
... e fingir que não dói!
TALVEZ
Eu não pude viver entre os teus braços
e em teus braços não pude adormecer.
Não vieste tirar os meus cansaços
e teu corpo, no meu, não pude ter.
Do teu rosto ficaram alguns traços
que eu em sonhos ainda posso ver.
Preencheste-me todos os espaços
mas partiste... hoje busco te esquecer.
Não te encontro na cama em que me deito,
desejando dormir sobre o teu peito...
De saudade, acabei de enlouquecer!
De loucura em loucura ouço os teus passos...
Se não pude viver entre os teus braços,
nestes braços talvez possa morrer...
e em teus braços não pude adormecer.
Não vieste tirar os meus cansaços
e teu corpo, no meu, não pude ter.
Do teu rosto ficaram alguns traços
que eu em sonhos ainda posso ver.
Preencheste-me todos os espaços
mas partiste... hoje busco te esquecer.
Não te encontro na cama em que me deito,
desejando dormir sobre o teu peito...
De saudade, acabei de enlouquecer!
De loucura em loucura ouço os teus passos...
Se não pude viver entre os teus braços,
nestes braços talvez possa morrer...
PÁSCOA
Não vais notar
os enfeites de chocolate
nem os ovos coloridos
embelezando a mesa
Não verás
o sorriso encantado
das crianças
e logo passarás por mim
- apressado -
sem perceber
que eu só esperava
um olhar...
os enfeites de chocolate
nem os ovos coloridos
embelezando a mesa
Não verás
o sorriso encantado
das crianças
e logo passarás por mim
- apressado -
sem perceber
que eu só esperava
um olhar...
TUDO POESIA
A POESIA É PALAVRA
a poesia é olhar
a poesia é música
a poesia é noite
A poesia
precisa de silêncio
a poesia
preenche o vazio
se alimenta de tristeza
busca solidão
se embriaga com beleza!
A poesia sou eu sem você
A poesia é a crença
que se esvaiu
e se tornou consolo...
e se tornou religião...
a poesia é olhar
a poesia é música
a poesia é noite
A poesia
precisa de silêncio
a poesia
preenche o vazio
se alimenta de tristeza
busca solidão
se embriaga com beleza!
A poesia sou eu sem você
A poesia é a crença
que se esvaiu
e se tornou consolo...
e se tornou religião...
AMOR BOBINHO
Esse amor é todo poesia
e só quer viver poesia
Esse amor é um amor bobinho
por isso é feliz
Esse amor não tem maldade
feliz na sua ingenuidade
Esse amor só quer poesia
por isso parecemos tolos:
é que esse amor
não é deste mundo.
e só quer viver poesia
Esse amor é um amor bobinho
por isso é feliz
Esse amor não tem maldade
feliz na sua ingenuidade
Esse amor só quer poesia
por isso parecemos tolos:
é que esse amor
não é deste mundo.
CONSTRUÇÃO
Há um bloco de concreto
encobrindo as nuvenzinhas
do amanhecer
Há um bloco de concreto
roubando os primeiros
raios de sol
Há um bloco de concreto
no lugar da antiga casa
Há um bloco de concreto
sobre o meu coração
encobrindo as nuvenzinhas
do amanhecer
Há um bloco de concreto
roubando os primeiros
raios de sol
Há um bloco de concreto
no lugar da antiga casa
Há um bloco de concreto
sobre o meu coração
O QUE EU NEM DISSE
Eu amo aquele que entendeu o que eu nem disse;
que ouviu o meu silêncio
e ficou feliz com um olhar.
Amo aquele que sorriu
quando viu o meu sorriso
e chorou antes mesmo que eu chorasse.
Amo aquele que inventei
para minha vida
mas que não cruzou meu caminho...
que ouviu o meu silêncio
e ficou feliz com um olhar.
Amo aquele que sorriu
quando viu o meu sorriso
e chorou antes mesmo que eu chorasse.
Amo aquele que inventei
para minha vida
mas que não cruzou meu caminho...
QUANDO
Quando somos inundados pela Poesia
já não somos pobres humanos:
deixamos de ter olhos, boca, ouvidos,
não temos mais pernas nem braços;
tornamo-nos criaturas
sem rosto, sem mãos, sem pés.
Não precisamos mais de voz,
só de música.
Quando a Poesia toma conta,
somos de um outro mundo:
pairamos em alguma nuvem
e o teto é azul!
já não somos pobres humanos:
deixamos de ter olhos, boca, ouvidos,
não temos mais pernas nem braços;
tornamo-nos criaturas
sem rosto, sem mãos, sem pés.
Não precisamos mais de voz,
só de música.
Quando a Poesia toma conta,
somos de um outro mundo:
pairamos em alguma nuvem
e o teto é azul!
UM SÓ NA MULTIDÃO
Dezenas de braços
me cercam
mas a falta do teu braço
é solidão!
Muitas mãos se agitam
à minha volta
mas só reconheço
a tua mão.
E muitos são os rostos
que vêm e que vão
mas só vejo um rosto
na multidão ...
me cercam
mas a falta do teu braço
é solidão!
Muitas mãos se agitam
à minha volta
mas só reconheço
a tua mão.
E muitos são os rostos
que vêm e que vão
mas só vejo um rosto
na multidão ...
ENGRAÇADO...
... que hoje já não sei rir:
a alegria mudou de cor
... que hoje já não procuro:
a busca perdeu o sentido
... que hoje já não creio:
a fé não resistiu
... que hoje já não busco amor:
amei demais
... que hoje já não choro:
os poemas secaram.
a alegria mudou de cor
... que hoje já não procuro:
a busca perdeu o sentido
... que hoje já não creio:
a fé não resistiu
... que hoje já não busco amor:
amei demais
... que hoje já não choro:
os poemas secaram.
UM LUGAR
Há um lugar silencioso
entre árvores e riachos
onde as pessoas ficam em silêncio
esperando que a Poesia
se torne voz
Para esse lugar especial
levarei meu último poema
e lá - talvez -
ele seja ouvido...
entre árvores e riachos
onde as pessoas ficam em silêncio
esperando que a Poesia
se torne voz
Para esse lugar especial
levarei meu último poema
e lá - talvez -
ele seja ouvido...
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