sábado, 4 de janeiro de 2014

A PETRÓPOLIS

És minha! Com tuas manhãs muito frias,
com montes e céu, confundindo-se além.És minha nas mais infantis alegriase és minha na lágrima triste que vem...

És minha! com toda a balbúrdia dos dias
e com toda a calma das noites também.
Às vezes te encontro nas minhas poesias
e às vezes em sonhos que os outros não têm...

És minha, quando eu te contemplo e, sozinha,
escrevo o que sinto. Que felicidade
olhar-te e dizer o que mais ninguém diz!

Mas nesta alegria de ter-te tão minha,
ocorre-me às vezes (estranho em verdade)
que eu tenho vergonha... de ser tão feliz!

A ALGUÉM QUE PARTIU

Verso após verso eu me desfiz em pranto,
noite após noite sem poder dormir
e compreendi que te adorando tanto,
talvez não possa nunca mais sorrir ...

Destino atroz: matou aquele encanto
que eu procurava para me iludir.
Foi-se a ilusão; agora vejo o quanto
me é doloroso ver que vais partir!

É luz que morre em plena mocidade,
fazendo entrar as trevas da velhice ...
Meu louco amor, perdeste a eternidade!

Adeus! Não vás ... Eu morrerei por certo!
Nem quero a vida, já que vais embora
deixando a sombra da saudade perto ...